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Nota: Para outros significados de Europa, ver Europa (desambiguação).
| Europa |
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| Continentes vizinhos |
Ásia, África |
| Divisões administrativas |
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| - Número de países |
50 |
| - Número de territórios |
8 |
| Área |
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| - Total |
10.498.000 km² |
| - Maior país |
Ucrânia (sem contar com a parte europeia da Rússia) |
| - Menor país |
Estado do Vaticano |
| Extremos de elevação |
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| - Ponto mais alto |
Monte Elbrus (5.642 m), Rússia |
| - Ponto mais baixo |
Mar Cáspio (-28 m), Rússia |
| Maior lago |
Lago Ládoga (18.400 km²), Rússia |
| Pontos extremos |
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| - Ponto mais setentrional |
Cabo Norte, Noruega |
| - Ponto mais meridional |
Ierápetra, Grécia |
| - Ponto mais oriental |
Polevskoj, Rússia |
| - Ponto mais ocidental |
Cabo da Roca, Portugal |
| Maior ilha |
Grã-Bretanha (229.885 km²), Reino Unido |
| Maior vulcão |
Etna (3.323 m), Sicília, Itália |
| População |
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| - Total |
761.743.255 habitantes |
| - Densidade |
70 hab./km² |
| - País mais populoso |
Rússia (141.377.000 hab.) |
| - País menos populoso |
Estado do Vaticano (890 hab.) |
| - País mais povoado |
Mónaco (17.435,9 hab./km²) |
| - País menos povoado |
Islândia (2,74 hab./km²) |
| Línguas mais faladas |
russo, alemão, francês, inglês, italiano e polaco |
| Economia |
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| - País mais rico |
Luxemburgo (42 930 dólares/hab. por ano) |
| - País mais pobre |
Moldávia (410 dólares/hab. ao ano) |
A Europa é a parte ocidental do supercontinente euroasiático. Embora geograficamente seja considerada uma península da Eurásia, os povos da Europa têm características culturais e uma história específicas, o que justifica que o território europeu seja geralmente considerado como um continente.
Descrição geral
A parte continental é limitada a Norte pelo Oceano Glacial Árctico, a oeste pelo Oceano Atlântico, a sul pelo Mar Mediterrâneo, pelo Mar Negro, pelas montanhas do Cáucaso e pelo Mar Cáspio, e a Leste, onde a delimitação é mais artificial, pelos Montes Urais e pelo Rio Ural. A Europa inclui também as Ilhas Britânicas, a Islândia e várias ilhas e arquipélagos menores, espalhados pelo Atlântico, Mediterrâneo e Árctico.
Segundo a mitologia grega, Europa foi uma mulher muito bonita que despertou os amores de Zeus, deus-rei do Olimpo.
O continente europeu, que durante as Grandes Navegações foi chamado de Velho Mundo, estende-se quase que inteiramente na zona temperada, acima de 35º de latitude norte, com apenas uma estreita faixa até o círculo polar Ártico. Devido ao seu litoral muito recortado, a influência oceânica é grande, e as temperaturas são geralmente amenas (não há extremos acentuados), com precipitações que oscilam entre 500 e 1 000 mm anuais. Alternam-se em seu relevo extensas planícies, maciços pré-cambrianos ou palezóicos.
A quase totalidade do continente inclui-se no mundo desenvolvido. A agricultura, mecanizada, emprega em média apenas 10% da população economicamente activa, enquanto um terço desta é ocupado na indústria e a maior parte é absorvida pelo sector terciário. A União Europeia (UE), compreendendo 27 estados membros, é a maior e mais importante entidade política, económica e cultural do mundo. A UE é também a maior economia mundial com um PIB estimado em 12,82 trilhões de dólares [1] ultrapassando largamente os Estados Unidos.
A Europa pertence, com a Ásia, a uma massa de terra chamada Eurásia. O continente europeu tem área de 10,3 milhões de quilômetros quadrados e é banhado ao norte pelo oceano Glacial Ártico, a oeste pelo oceano Atlântico e ao sul pelo mar Mediterrâneo. A leste, a fronteira com a Ásia atravessa a Rússia e a Turquia. Esse limite é determinado pelos montes Urais, pelo rio Ural, pelo mar Cáspio, pelas montanhas do Cáucaso e pelo mar Negro. Três nações transcaucasianas (Armênia, Azerbaijão e Geórgia), cujos territórios se estendem até a Ásia, são consideradas integrantes do continente europeu.
O litoral europeu é bastante recortado e apresenta cinco grandes penínsulas - Ibérica, Itálica, Balcânica, Escandinava e da Jutlândia - e várias ilhas e arquipélagos, entre os quais as Ilhas Britânicas, a Islândia, a Córsega, a Sicília e a Creta.
A maior parte do território europeu é formada por planícies. Mais da metade de sua extensão está abaixo de 200 metros, e a altitude média é de 340 metros. O relevo montanhoso prevalece nas porções norte (onde se localizam os Alpes Escandinavos e as cadeias das Ilhas Britânicas) e sul (cortada pelos Pirineus, Alpes, Cárpatos e Balcãs). No centro, uma vasta planície se estende, quase sem interrupção, dos Pirineus aos montes Urais. O continente não abriga rios extensos: o maior deles, o Volga, tem cerca de 3,5 mil quilômetros.
A Europa vista do espaço
Cortesia da NASA
Predomina o clima temperado, mas há variações determinadas pela latitude e pela influência do oceano e da massa continental asiática. O sul apresenta clima mediterrâneo e vegetação de arbustos. No centro e no leste, o clima é continental, tornando-se cada vez mais frio à medida que se avança para o interior. Essa faixa é ocupada por florestas temperadas e de coníferas. No noroeste prevalece o clima oceânico. O extremo norte tem clima polar e sua vegetação típica é a tundra. De acordo com o World Resources Institute, cerca de 40% das florestas do continente foram desmatadas. As maiores extensões de mata nativa são de coníferas e encontram-se na Suécia e na Finlândia.
A Europa tem 761 milhões de habitantes e é o único continente onde a população vem diminuindo. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), ela encolherá a uma taxa de 0,1% ao ano entre 2005 e 2010. O envelhecimento da população exige absorção de imigrantes, principalmente profissionais em tecnologia. Por outro lado, o crescimento do desemprego e o aumento da concorrência no mercado de trabalho vêm impondo obstáculos à entrada de mão-de-obra não qualificada.
A concentração populacional é alta no centro e no oeste e menor nas porções norte e leste. Metade dos europeus vive em cidades pequenas, com até 5 mil habitantes. As grandes cidades, como Berlim, Londres, Madrid, Moscou, Paris, Roma e São Petersburgo, concentram um quatro da população. A maioria dos habitantes fala idiomas do tronco indo-europeu, sendo as línguas mais difundidas as do ramo latino (francês, italiano, castelhano, romeno, português, catalão), germânico (alemão, inglês, neerlandês, sueco, dinamarquês) e eslavo (russo, ucraniano, polaco, servo-croata, checo, búlgaro). Há também idiomas de outras famílias lingüísticas, como o húngaro, o finlandês e o basco.
O cristianismo é a religião com o maior número de seguidores na Europa. No continente existe um número significativo de adeptos tanto do catolicismo quanto do protestantismo e da Igreja Ortodoxa.
Sede da Revolução Industrial, a Europa é o primeiro continente a modernizar sua economia. O parque industrial europeu é, até hoje, um dos mais avançados do mundo. Sua agropecuária utiliza intensivamente tecnologia de ponta, e o continente vem registrando progressiva expansão e modernização dos serviços. Persistem, entretanto, muitos contrastes de desenvolvimento entre os países ocidentais e as nações do leste, que fizeram parte do antigo bloco comunista e desde a década de 1990 buscam implantar a economia de mercado.
Na indústria européia, destacam-se os setores automobilístico, têxtil, químico e de telecomunicações. A produção agropecuária é significativa, mas emprega pequena quantidade de mão-de-obra, por causa da utilização intensiva de máquinas e de técnicas avançadas de cultivo. Entre os principais produtos estão leite, carne bovina e suína, centeio, batata, aveia e trigo. Na mineração sobressai a extração de carvão e minério de ferro.
A Europa Ocidental concentra 90% do PIB do continente, mas os países do antigo bloco socialista, que aderiram à economia de mercado na década de 1990, têm crescido nos últimos anos. Maior pólo turístico do planeta, a Europa atrai anualmente 400 milhões de visitantes.
História
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Castros celtas na Galiza (Espanha).
O homem de Neandertal (Homo sapiens neanderthalensis) é considerada a única espécie humana autóctone da Europa. Esta espécie se encontrava já na Europa quando chegou o homem de Cro-Magnon (Homo sapiens), espécie a que pertence toda a humanidade atual. Estas duas espécies humanas conviveram durante bastante tempo até que o homem de Neandertal se extinguiu provavelmente devido à competição com o homem de Cro-Magnon, se bem que ainda restam inúmeras controvérsias sobre o homem de Neandertal e sua extinção. Por outro lado, parece provado que existiu cruzamento reprodutivo entre ambas as espécies, de forma que em sentido estrito, o Homo sapiens sapiens atual descenderia de ambas as espécies.
A antigüidade clássica está dominada pelo influxo da civilização greco-latina, e do Império Romano sobre o resto de Europa. A decadência do Império Romano e a chegada de novos grupos étnicos com novos reinos, levou à fragmentação política de Europa, sendo seguida por sucessivas tentativas de unificação e conquista, que envolveram o continente em numerosos conflitos e guerras durante a Idade Média, como a guerra dos Cem Anos (que durou 116 anos). Isto, junto com a influência ao continente de novos grupos, como os mongóis chegados das estepes ou o surgimento do Islã, formando uma barreira que dividiu duas culturas e o Mediterrâneo, com choques nesta fronteira, moldou esta época no continente.
A Idade Moderna marca para a Europa o início de processos que mais tarde darão lugar à globalização, sendo a época em que os conflitos bélicos se sucederam cada vez mais desastrosos, como a chamada guerra dos Trinta Anos. Os processos econômicos e o desenvolvimento científico e tecnológico se aceleraram, em prejuízo de outros continentes, de maneira bem mais notória durante a Idade Contemporânea, produzindo conflitos que desencadearam mais guerras (como as guerras Napoleônicas e as guerras mundiais). Hoje os processos tendentes à unificação se tentam pacificamente, tal é o caso da União Europeia, conquanto não isenta de avanços e retrocessos.
A Europa é o continente que teve mais influência na história do mundo (descobertas, conquistas, colonizações, movimentos e revoluções, guerras mundiais, etc).
Divisão política
Estados soberanos europeus
Estados soberanos transcontinentais (europeus/asiáticos)
A Turquia, a Geórgia, o Azerbaijão e o Cazaquistão têm porções de seus territórios localizadas na Europa. Na Turquia, é europeu o território situado a norte do Bósforo, que faz fronteira com a Grécia e a Bulgária (a Trácia); no Cazaquistão, pertence à Europa o território a oeste do Rio Ural, fronteira à Rússia. A Rússia, embora tenha mais superfície asiática que europeia, considera-se pertencente à Europa dado ser no território europeu que se situam as suas principais cidades e onde vive a maior parte da sua população.
Arménia e Chipre, embora geograficamente não se localizem na Europa, consideram-se europeus por razões históricas e culturais. Por vezes, também se considera parte da Europa Israel, devido aos laços culturais que ambos mantêm. De acordo com algumas definições, partes do Irão poderão ser consideradas europeias (ver o artigo nações transcontinentais).
Estados não reconhecidos ou em disputa
Dependências
Entidades especiais reconhecidas por tratado ou acordo internacional
Geografia
A Europa é o segundo menor continente do mundo depois da Oceânia, tendo uma extensão de 10.530.751 km², representando 7% das terras emersas.
Estritamente falando em termos de ciência geográfica contemporânea, a Europa, como a Oceania, deixam de estar categorizadas como continentes e são consideradas Macro-Unidades Geográficas, MUG; já que efetivamente, no caso da Europa esta macrounidade geográfica é um prolongamento ocidental do continente eurasiático. Caracteriza a Europa, tanto no geográfico (com muita incidência no climático como em sua geografia humana), a elevada quantidade média de costas marítimas e oceânicas devida à presença de abundantes penínsulas, golfos, mares interiores e ilhas. Isto e o influxo da Corrente do Golfo e a proximidade dos desertos quentes de África e Ásia determinam que na Europa prepondere, pese às latitudes, um clima temperado excepcionalmente benigno para a habitabilidade humana. Por outra parte a abundância de costas e hidrovias permitiu e permite o trânsito de populações e depois seu estabelecimento desde fins do pleistoceno (quando os Homo sapiens substituíram aos Homo neandertalensis).
Também é a Europa, que se considera tradicionalmente como um continente, o mais plano de todos eles, com uma altitude média de 230 metros. A máxima expressão destas planícies é a grande planície do Norte, que se estende 2000 km desde as costas atlânticas francesas até os montes Urais, a fronteira física mais oriental com a Ásia. Os pontos mais altos são o monte Elbrus (Rússia) na Europa oriental (5.642 metros), o Dykh-Tau (próximo do Elbrus, na Rússia) (5.205 metros), o Shkhara (Geórgia) (5.204 metros) e o Monte Branco (França/Itália) na Europa ocidental (4.807 metros).
Ao sul, a Europa está separada do continente africano pelo mar Mediterrâneo, fronteira que se reduz a uns 30 km no estreito de Gibraltar, ao sudeste os limites com a Ásia também estão dados pelo Mediterrâneo e pelos seus mares subsidiários (o estreito dos Dardanelos, o Mar de Mármara e o Helesponto têm muito poucos quilômetros de largura, o Bósforo é tão estreito que atualmente várias pontes o cruzam). Na realidade o Mar Mediterrâneo e a sua bacia, mais do que um limite - segundo os momentos históricos - são um nexo de união com os outros "continentes" (as macro-unidades geográficas de Ásia e África), resultando como verdadeiros limites culturais e étnicos entre eles as extensas regiões desérticas que se localizam do outro lado do Mediterrâneo. Considerando a Islândia como parte de Europa e a Groenlândia como parte da América, pode-se observar que as distâncias entre a Europa e o continente americano são também bastante exíguas.
Os pontos extremos da Europa são:
Entidades geográficas
Golfos
Entre os golfos da Europa destacam-se o golfo de Biscaia (França e Espanha), o de Cádis (Espanha, Marrocos e Portugal), o dos Dardanelos (Turquia), o do Bósforo (Turquia), o de Messina (Itália) e o de Öresund (Dinamarca e Suécia), entre outros.
Penínsulas
Suas principais penínsulas são a Escandinava (Suécia e Noruega), península Hispânica ou Ibérica (Andorra, Espanha, Gibraltar e Portugal), Itálica (Itália, São Marinho e Vaticano), Balcânica (Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Grécia, Eslovénia, Macedônia, Sérvia, e Romênia); além das penínsulas de Kola (Rússia), Jutlândia (Dinamarca), Bretanha (França) e península da Crimeia (Ucrânia).
Principais ilhas e arquipélagos
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- Por ordem de tamanho
Reino Unido Grã-Bretanha, com mais de 218.000 km²
Islândia: Islândia com mais de 103.000 km²
Irlanda e Reino Unido: Irlanda, com mais de 83.000 km²
Rússia: Nova Zembla (ilha setentrional), com quase 49.000 km²
Rússia: Nova Zembla (ilha meridional), com mais de 33.000 km²
Itália: Sicília, com mais de 25.000 km²
Itália: Sardenha, com mais de 24.000 km²
Chipre, Chipre, com mais de 9.200 km²
França: Córsega, com mais de 8.700 km²
Grécia: Creta, com mais de 8.300 km²
Dinamarca: Zelândia, com mais de 7.500 km²
Grécia: Eubéia, com mais de 3.900 km²
Espanha: Maiorca, com mais de 3.600 km²
Malta, Malta, com mais de 316 km²
Dinamarca: Fiônia, com mais de 3.400 km²
Portugal: Açores (região autónoma), com mais de 2333 km²
Dinamarca: Ilhas Faroe (região autônoma), com mais de 1.390 km²
Portugal: Madeira (região autónoma), com mais de 793 km²
Espanha: Minorca, com mais de 690 km²
Espanha: Ibiza (Eivissa), com mais de 570 km²
Relevo
Embora haja |